Quarta, 06 Dezembro 2023

O Rio do Futuro: Câmara sedia seminário sobre os caminhos para o desenvolvimento sustentável da cidade

Encontro desta quarta-feira abordou temas como parcerias público-privadas no município e a revitalização da região central

Eduardo Barreto
O Rio do Futuro: Câmara sedia seminário sobre os caminhos para o desenvolvimento sustentável da cidade

Nesta quarta-feira (06), a Câmara do Rio abriu as portas do Palácio Pedro Ernesto para o primeiro dia do seminário “O Rio do Futuro”, realizado pela Editora Globo. O evento, que também vai acontecer nos dias 13 e 14 de dezembro, conta com a presença de especialistas, lideranças da sociedade civil e parlamentares para discutir os caminhos para o desenvolvimento sustentável do Rio e o trabalho realizado pelo legislativo municipal nos últimos anos. Serão tratados assuntos como sustentabilidade, urbanismo, meio ambiente, tecnologia e participação popular.

Sediado no Salão Nobre da Casa, o tema do primeiro dia foi “O Rio que queremos: Urbanismo e revitalização”, tendo como foco questões que impactam diretamente o cotidiano do cidadão carioca. Ao todo, o debate contou com quatro mesas, divididas entre os turnos da manhã e da tarde.

O primeiro encontro do dia teve como mote o papel do público e do privado na recuperação da cidade. “Queremos entender de que forma a iniciativa privada pode e deve colaborar com a revitalização do município”, explicou o jornalista Ascanio Seleme, mediador do debate. “Não há local mais adequado para discutir o futuro da cidade do que esta Casa, que é a expressão máxima da representação dos cidadãos”, completou.

Questionada sobre como o setor público pode colaborar com as empresas para impulsionar o crescimento econômico da cidade, a economista Eduarda La Rocque explicou que o caminho é a construção de um grande pacto fluminense baseado em segurança jurídica. “Esse é o grande desafio para revitalizarmos o Rio e garantirmos um ambiente seguro para todos. A cooperação deve ir além do público e privado, contando também com a participação de toda a sociedade civil para resgatarmos a segurança da cidade, que não deve ser apenas pública, mas também jurídica”, pontuou.

O presidente da Câmara, vereador Carlo Caiado (PSD), enfatizou a importância da confiança mútua para se atingir a segurança jurídica. “Foi isso o que procuramos fazer nesta Casa, com a aprovação de projetos como o Reviver Centro 1 e 2, a revitalização da Avenida Brasil, incentivos fiscais e tributários para que o poder privado invista em nossa cidade, entre outros. O foco é a busca constante de meios para a capital atrair o empreendedorismo. E, nesse sentido, a desburocratização é uma aliada para se avançar cada vez mais”, declarou o parlamentar.

Gladstone Santos, presidente da Rio Indústria, afirmou que existem diversas oportunidades de colaboração entre os setores público e privado para o desenvolvimento do Rio. De acordo com o empresário, as principais possibilidades são voltadas para infraestrutura, com concessões públicas; desburocratização e desenvolvimento sustentável. “As empresas estão interessadas nessas parcerias, e acho que essa é uma forma de aliviar o peso do Estado”, ressaltou.

Também presente na mesa, o arquiteto e urbanista Miguel Pinto Guimarães falou sobre a necessidade de um modelo de negócios diretamente ligado à responsabilidade social e ambiental. “Temos a falta de ética na relação das empresas privadas e na esfera pública. Hoje a sustentabilidade virou uma palavra banalizada, e nós precisamos abraçar essa agenda efetivamente, pois temos a desigualdade social como a maior mazela do meio urbano. O Terceiro Setor, com ONGs, fundações e institutos, é fundamental para trabalhar essa questão por meio do urbanismo, mediando e contribuindo para a relação dos setores públicos e privados”, afirmou.

Melhorias para o Centro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na sequência, o segundo encontro da manhã teve como foco a revitalização da região central da cidade. Estiveram presentes representantes da prefeitura, especialistas em urbanismo e profissionais da área de turismo.

Em sua fala, o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico, Chicão Bulhões, explicou o conceito de revitalização adotado pelo Poder Executivo. De acordo com o gestor, a ação envolve a maior presença de moradias residenciais e pessoas circulando pelo Centro durante o dia a dia, aproveitando os equipamentos culturais da região.

“Nesse caminho, com a ajuda da Câmara, aprovamos o Reviver Centro 2, que é um incentivo fiscal e urbanístico ainda maior para novas construções. E para complementar, fizemos outras normas para facilitar a vivência na região: a Lei da Liberdade Econômica, que vai simplificar a abertura de negócios, o Reviver Centro Cultural e a Rua da Cerveja; além de buscarmos conectar a revitalização da Zona Portuária com o Centro, sendo a nova densidade de empresas de tecnologia e inovação”, afirmou.

O vereador Marcelo Arar (PRD) relembrou o processo de esvaziamento do bairro, com a migração dos moradores da região para outras áreas da cidade. Para o parlamentar, a estratégia da prefeitura de incentivo às novas moradias tem sido acertada. “Esse movimento do Executivo é muito importante para trazer mais vida para o Centro. Junto com as leis urbanísticas aprovadas pela Câmara, esse vai ser um divisor de águas na história do Rio”, sublinhou.

Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, Pablo Cesar Benetti, a revitalização deve ir além do fomento à construção de novas moradias, buscando ainda a diminuição da desigualdade social na região. “Muitos setores da sociedade estão sendo mantidos fora desse mercado. A maior parte do déficit habitacional em nosso país está concentrado na faixa de um a três salários mínimos. É preciso olhar para a diversidade da nossa cidade e da nossa desigualdade social e colocar isso tudo na agenda, incluindo aqueles que não conseguem ser atendidos pelos programas”, pontuou.

Presidente do Sindilojas Rio, Aldo Carlos de Moura Gonçalves ressaltou que independente das estratégias de revitalização, antes é preciso que as atenções sejam voltadas para um outro problema: a falta de segurança na região. “Enquanto não resolvermos a questão da segurança e da ordem urbana, qualquer ação vai se tornar ineficaz. Isso tem atrapalhado muito as atividades comerciais, que são fundamentais para atrair os moradores”, disse.

Representando a Associação dos Promotores de Eventos do Setor de Entretenimento, Pedro Guimarães apontou os benefícios da promoção de eventos para revitalizar o Centro. “Eles ajudam a dar ocupação do território, promover um desenvolvimento da região e contribuem para trazer aqueles que não conhecem a área, e até despertar a vontade de morar lá. O Centro deve mostrar que é uma região boa de se viver, com uma série de atrativos para se usufruir, e acho que é isso que a prefeitura tem tentado reconstruir junto com a Câmara”.

 

 

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Última modificação em Quarta, 06 Dezembro 2023 18:09

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